Publicado por: matheus graciano em: Dezembro 25, 2007
Em 1861, um tal de D. Pedro II (um ex-monarca destituído num golpe arquitetado por uns milicos descontentes e uns coronéis putos com a pouca autonomia em seus “currais”), após uma seca frenética que assolou a cidade do Rio na primeira metade do século 19, ordenou um reflorestamento na cidade para assegurar as nascentes as quais nos fornecem um dos bens mais precioso para o ser humano: a água. Esse pioneirismo ambiental gerou a região que hoje conhecemos como Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana artificial do mundo.
Então, onde quero chegar? É simples. Os veículos de comunicação estampam a imagem das ocupações irregulares que avançam a cada dia sobre a mata. Devastam, constroem, tacam esgoto, lixo e vão corroendo tudo, tudo mesmo.
Ah, então ta tranqüilo. É só chegar lá e quebrar tudo, remover a população, promover programas de habitação. Mas, quem vai fazer isto? Simples o governo. Mas, que governo?!
Perguntinha marota essa. Mas no momento o panorama é o seguinte: o governo federal, diz que a responsabilidade é da prefeitura. O poder municipal diz que isso é dever do governo federal, e com um agravante: as terras são de posse da União, ou seja esfera federal. O IBAMA iniciou construções na Estrada Dona Castorina, sem pedir licença a prefeitura (segundo a legislação municipal) e disse que a mesma não tem qualquer autoridade em propriedade da União. Ou seja, um jogo de poder onde quem se fode é sempre a mesma garotinha indefesa estuprada pelos impostos: a população.
Como a população é fodida? Simples. Talvez em 2061, 200 anos depois do 1º reflorestamento iniciamos o segundo, só que com uma seca, população e problemas muito maiores.
Um dia aprendemos a ler. É, isso mesmo, juntar letrinhas, palavrinhas, formar frases, essas coisas. Depois de um tempo ganhamos um pedaço de papel que nos garante o direito do voto. A gente assina porque sabe ler. E quem não sabe não vota, certo? Claro que não! Mas que anti-democrático! É só sujar o dedinho de tinta e… ta lá! Impressão digital. Agora ele acaba de aprender a ler… é… bem… porra! É isso mesmo! Ler números e “as figura”, tá ruim?!